Minha vida em São Paulo – Parte 1: Quase quatro anos depois

A última vez que escrevi aqui foi em 2009. Desde então quantas dúvidas sobre quem realmente sou. E na verdade ainda estou nesta procura, buscando por algo que me faça completo, dentre tantas coisas que vou sempre carregar comigo, de traumas a lembranças impossíveis de esquecer, do gosto amargo ao mais doce sabor daquilo que pude vivenciar. No final das contas não sou mais aquele garoto de 19 anos cheio daquelas dúvidas, sou um cara de 23 anos e meio, cheio de outros questionamentos.
Durante toda esta “jornada” amizades foram totalmente destruídas, outras se reforçaram e parecem ter se tornado indestrutíveis, enquanto tantas nasceram e se fortificaram, mesmo que em alguns momentos me sinta tão abandonado por alguns amigos, sei que o amor é maior que a presença e estarei aqui, quando precisarem.
E descobri enfim que, como desconfiava, a vida em São Paulo não é nenhum mar de flores, mas também não posso dizer que “não existe amor em SP”. Em dados momentos me enxerguei como uma pessoa muito mais fria, como se tantos acontecimentos fizessem com que me tornasse menos difícil de surpreender, ou fizessem tomar posição de ser menos afetuoso para não me decepcionar ou não causar decepção a outrem. Como dizia uma canção que cantarolei muito com uma amiga (a melhor de todas amigas que fiz nesta cidade, me desculpem os fusquinhas), em 2009, “the coldest heart can’t be brought to life”, e de lá para cá, com isto não concordo, pode sim, ele nunca esteve morto.

Victor Albuquerque – Fotografia 2010

Quando mudei pra São Paulo imaginei que em uma cidade tão superlotada não ficaria sozinho, ledo engano, em menos de três meses vivendo aqui já me peguei trancado no quarto e chorando agarrado ao travesseiro, e Deus, pensar que em tal época imaginava que estaria casado com a idade que tenho, e até alguns planos foram realizados, mas olha só, era uma doce ilusão de que as coisas poderiam ser simples. No primeiro ano que aqui vivi me envolvi com outro alguém também proveniente da região litorânea de onde vim, e no final das contas, quando finalmente estava amando e me envolvi de corpo e alma, quando seria capaz de dar minha vida por essa pessoa, sem exagero (em dados momentos me privei de muitas coisas para me fazer presente e lutar por tal relacionamento), fui abandonado por tal, afinal de contas, ainda haviam tantas experiências a serem vividas em sua vida, tanto a explorar, e se prender a mim seria o maior dos empecilhos.
E este foi o momento onde a bolha estourou.
Me vi perdido em meio a uma cidade que não conhecia sozinho, me vi envolto de pessoas que não me completavam (abertas raras excessões), e em meio a uma depressão explodi tudo que havia construído até então. Revolta. Amores se tornaram ódio. Gratidão se tornou ingratidão. E em meio a eventos de imaturidade e busca por conhecer uma cidade onde eu não sabia viver sozinho, perdi gente que foi muito importante em meu caminho. Quem nunca aprendeu com os erros? Sem tais não seria quem hoje sou.
E toda essa sucessão de erros me levou a caminhos que me trouxeram ao lugar que estou agora. Chegando ao final da faculdade, com um emprego legal, mas que ainda não é o bastante, envolto de gente que me ama e me faz sentir mais confortável, mas ainda me sentindo sozinho em meio a este grande formigueiro. Disposto a abrir meu coração novamente. Com vontade de viver os momentos a dois mais intensamente, de mostrar a que venho, de cuidar e de querer ser cuidado. Mas a solidão às vezes parece tão comum, o egoísmo nas pessoas é algo que pode se assemelhar a um tapa na cara da gente em dados momentos, e com medo de apanhar, ainda me fecho no casulo em determinadas ocasiões. Aí percebo que posso ser ainda mais egoísta que o outro agindo desta forma.

Victor Albuquerque – Fotografia 2010

Mas voltando ao início de tudo, a época de adaptação foi a mais conturbada, onde não sabia bem qual era minha função e de que maneira agir. Eu ainda era muito criança, nem eu entendo como soube lidar com determinadas situações, porém, entendo perfeitamente o porquê dos erros que cometi, e digo com a boca cheia, jamais os repetiria, é muito triste dormir com a culpa pesando sua cabeça contra o travesseiro, e antes que me julguem, duvido que algum de vocês não tenha passado por esta situação. Mas sinto falta de verdade de uma única coisa, a inocência que se perdeu, sei que precisava abandonar grande parte dela pela minha sobrevivência, mas as coisas eram mais fáceis e descomplicadas.
Quando este ciclo acadêmico da minha vida se encerrar de vez talvez eu entenda a importância disto tudo que vivi, em parte entendo, em parte ainda estou absorvendo, por enquanto fico aqui refletindo.

PS: por mais escrotos que tenham sido alguns de meus posts antigos, não sinto vergonha de quem eu sou e do que já escrevi, por isso não iniciarei um blog novo, pretendo apenas renovar este daqui e voltar a exercitar uma das artes que mais amo: a escrita.

julho 2, 2012 at 1:22 am Deixe um comentário

Vida nova?

Olá!
Resolvi criar vergonha na cara e publicar algo em meu blog, afinal, não atualizo há tempo suficiente pra sentir o minimo de acanhamento por tal.
O objetivo inicial deste blog foi publicar textos e criações minhas. Ultimamente tenho escrito pouca coisa de qualidade, preciso exercitar melhor esta minha “habilidade”, até tenho criado algumas coisas gráficas mas ainda não publicarei nada aqui, pois decidi que também usarei deste espaço pra falar um pouco mais de meu dia a dia: medos, angústias, anseios, alegrias, sonhos…
E este ano de 2009 começou com surpresas divinas. Deixarei a faculdade de Produção Multimídia na Unisanta, em Santos. Iniciarei a faculdade de Design Gráfico no Centro Universitário Belas Artes em São Paulo. Isto me deixa louco de alegria e felicidade, conquistei o sonho de uma bolsa integral numa das faculdades que mais sonhava em fazer. Mas quem disse que vai ser fácil?
Por enquanto estou agarrado com todas as forças na barra da saia de minha mãe, por exemplo, mas como vai ser quando for morar na grande São Paulo? Terei que andar com minhas próprias pernas, claro que no começo ainda com ajuda de meus pais, mas se me mantiver tão agarrado a barra daquela saia maternal o mundo vai começar a me carregar pra longe e o máximo que vai acontecer é que eu vou acabar arrancando a saia e levando uma lembrança que irei revisitar às vezes.
Agora duas preocupações ocupam minha mente: moradia e emprego. Encontrei um brother camarada pra dividir um ap, mas estamos à procura da “casinha ideal” kkkk. Vai ser engraçado, no mínimo, trágico no máximo. Mas essa incerteza do “onde vou morar”, “quanto vou gastar”, “será que vou trabalhar”, “vai ser difícil de me adaptar” e “?????” tem tomado minha mente e roubado algumas horas de sono. 
Só sei de uma coisa, vou sentir muita falta de meus amigos da praia, vou fazer novas amizades de que um dia no futuro irei me afastar e sentir muita falta, vou aprender muito e vou caminhar rumo a meu futuro, que, no fundo, eu sempre soube que seria muito bom.

Ah, e visitem meu novo blog:  Hey Ray! Glow (http://heyrayglow.wordpress.com/), toda a trajetória de minha banda registrada dia a dia xD

janeiro 16, 2009 at 12:03 pm 2 comentários

Hey, Ray! Wallpaper

Estou publicando hoje o wallpaper que fiz da banda aclamada pela crítica especializada, que está prometendo ser sensação no verão 2009: Hey, Ray!
Para você que gosta muito dessa galera e quer sempre apreciá-la, seja em seu som, seja em suas imagens e seu visual moderno, coloque Hey, Ray! agora mesmo em seu desktop, não perca tempo!!!
huauhauhhahuaauhahuahuauhahuauauha

Por hoje é só….
E clique na imagem para ampliá-la ^^ 

outubro 27, 2008 at 5:06 pm 1 comentário

Post Manual


Tirinha que eu disse… (clique e ela amplia)

Link para a Jam Session Visual

outubro 20, 2008 at 1:43 pm 1 comentário

Paixões humanas: não por acaso histórias sem fim…

“As paixões humanas são misteriosas, e as das crianças não o são menos que as dos adultos. As pessoas que as experimentaram não as sabem explicar, as que nunca as viveram não as podem compreender. Há pessoas que arriscam a vida para atingir o cume de uma montanha. Ninguém é capaz de explicar por quê, nem mesmo elas. Outras arruínam-se para conquistar o coração de uma determinada pessoa que nem quer saber delas. Outras, ainda, destroem-se a si mesmas porque não são capazes de resistir aos prazeres da mesa – ou da garrafa. Outras há que arriscam tudo o que possuem num jogo de azar, ou sacrificam tudo a uma idéia fixa que nunca se pode realizar. Algumas pensam que só podem ser felizes em outro lugar que não naquele onde estão e vagueiam pelo mundo toda a vida. Há ainda as que não descansam enquanto não conquistam o poder. Em suma, as paixões são tão diferentes quanto são as pessoas.”

Trecho de A História sem Fim, de Michael Ende

Este texto me fez lembrar de ontem.
Conheci um homem cuja paixão é o cinema e que em uma época na qual o cinema nacional era praticamente inexistente, ele conseguiu ingressar em um mercado que renascia das cinzas, conseguiu trabalhar com cinema, mesmo que começando em projetos pessoais de pequeno porte como curta metragem, conseguiu galgar cada degrau e ano passado lançar o seu primeiro longa “Não Por Acaso”, com elenco global (hojeédiademaria cof cof), como Rodrigo Santoro e Letícia Sabatela (linda e de atuação perfeita), mas também com atores mais desconhecidos (mas um deles agora entrou pra novela das oito).
O roteiro é bom, simples, mas às vezes meio parado por ser um drama. A resolução dos problemas é boa e o filme tem cenas marcantes, como uma em que um dos protagonistas que trabalha com monitoria de faróis na cidade de São Paulo pára o trânsito para não deixar que sua filha embarque para um intercâmbio no exterior e acabe o deixando sozinho.
O filme é bom, mas em alguns personagens não consegui compreender bem os sentimentos… Principalmente o do Rodrigo Santoro, que a noiva morre e ele a substitui em poucos dias por outra. Sei lá, achei isso raso,  mas beleza (para mim ele pensou com a cabeça de baixo, prontofalei).
Mas é bem diferente quando você vê a um filme e logo depois vê o seu diretor (Philippe Barcinski), debatendo sobre ele e justificando, falando de todas as dificuldades. É bem motivador, embora a área que eu queira seguir não é a de cinema.

Hoje não estou afim de fazer um post interminável. Então vou parar por aqui. 
Bom, pensando um pouco na consciência sócio ambiental e no caos urbano, o clipe da semana é o novo do Portshead, The Rip. Assistam, um ótimo clipe de animação e a banda é muito boa.

Até a próxima ; D

setembro 12, 2008 at 1:51 pm Deixe um comentário

Patafísica: uma história sem fim…

Após conhecer uma ciência chamada Patafísica (não, isso não se refere a uma academia para patos), pensando um pouco nas minhas crenças eu descobri que a vida é patafísica.
A linguagem da patafísica fala “da leitura em ciclos infinitos como em uma espiral”, e como eu acredito em lei de ação e reação (tudo o que fazemos de bom ou mau volta para nós mesmos), acredito em reencarnação e numa continuação infinita da nossa existência (claro sempre evoluindo, porém em ciclos que se repetem e com pessoas que reencontramos), descobri que nossa vida e o universo são extremamente patafísicos e não há como discutir isso (não há, viu?).
E pirando nessa tal da patafísica eu logo lembrei de um livro que marcou a saída da minha infância e entrada na pré adolescência chamado “A História Sem Fim”, e por favor, esqueçam aquele filme medonho com um cachorro gigante, aquilo é um ultraje a belíssima obra do genial Michael Ende. De cara quando soube na aula que o símbolo da patafísica é o Ouroboros, uma cobra mordendo o próprio rabo, o que representa a eternidade pois a cobra fecha um ciclo em si mesma dessa maneira (o símbolo também poderia ser um cachorro mordendo o rabo e girando), me veio a capa do livro em mente, que leva o símbolo do Aurin (figura), amuleto que faz a história girar para seus campos mais sombrios e profundos da mente humana do protagonista Bastian Baltasar Bux (Bastian, nome que deve ser ligado à sua origem latina, da qual provém o nosso termo bastião, e ele é de fato o bastião, o guardião de um reino em perigo).

Você deve bem imaginar que A História Sem Fm é um livro infantil, mas está muito enganado, apesar de o ter lido aos onze anos de idade ainda guardo marcas desta leitura em mim, e preciso o reler para tentar encontrar todas as sacadas patafísicas nele existentes que naquela época não poderia perceber de prontidão. Só pra dar um gostinho, uma sinopse que roubei da wikipédia e adaptei:

O personagem central do livro é um jovem garoto, Bastian, que rouba um livro chamado A História Sem Fim, de uma pequena livraria chamada Alfarrabista. Bastian é um jovem cheio de problemas, que vive apenas com o pai e tem problemas de relacionamento com ele, é caçoado na escola, e tem como melhor amigo o livro que estiver lendo no momento. Fugindo dos problemas ele se esconde no porão da escola e começa a ler o livro que surrupiou da livraria, e a princípio ele é apenas um leitor do livro, que narra a história da terra de Fantasia, o lugar onde todas as fantasias dos humanos se unem. Com o progresso do livro, porém, torna-se claro que alguns habitantes do lugar sentem a presença de Bastian, já que ele é a chave do sucesso da jornada sobre o que ele está lendo. Na metade do livro, ele entra na própria Fantasia e toma um papel mais ativo nela.
A primeira metade do livro é rica em detalhes de imagens e personagens, como num conto de fadas. Na segunda metade, porém, são introduzidos vários temas psicológicos, enquanto Bastian enfrenta a si mesmo, seu lado negro, e segue em frente à maturidade num mundo formado por seus desejos.
O tema central do livro é o poder de cura da imaginação, representado pelo estado em que Fantasia se encontra até que alguém a “salve”, ao reconstruí-la baseado em novas idéias, novos sonhos, porém em sua segunda metade entra na questão profunda de como o ser humano se corrompe com o poder em mãos e o quanto de realmente valioso ele pode perder apenas pelos prazeres, bens materiais…

Parando para analisar, além da História Sem Fim estar dentro de um ciclo Patafísico, pois não apenas Bastian toma o livro da História Sem Fim e vai para Fantasia, antes dele muitos outros também foram, depois dele muitos outros irão e este ciclo jamais acabará, a história tem passagens e referências patafísicas demais de ciclos e ciclos intermináveis, trabalhando com opostos desde cenários que se modificam totalmente entre dia e noite, até personalidades que se tornam inversas. O design do livro é patafísico ao trabalhar com os opostos, é o único livro que li até hoje (e quando li não entendia porque é assim, achava até mesmo absurdo), que trabalha em sua edição com cores opostas, tem o texto em vermelho quando mostra Bastian na Terra, e quando está em Fantasia, mostrando o que se passa dentro do livro, o texto é verde (verde e vermelho são cores opostas). Cada capítulo tem uma figura baseada em uma letra do alfabeto com traços e preenchimentos apenas em verde e vermelho, sendo que cada capítulo a primeira palavra começa com a letra consecutiva do alfabeto (A, B, C…).
Tudo isso é realmente fantástico, estou excessivamente tentado a reler (após anos) este livro. Se você é meu amigo e quiser emprestado, eu tenho… ; D
Fica a dica: A História Sem Fim, de Michael Ende, Editora Martins Fontes.
Fica a promessa: vou reler o livro e fazer uma análise mais profunda (pois a fiz com lembranças de um livro que li há OITO anos).

 Quem leu este post imenso, por favor comente algo.

Abraços!!!

Quer saber mais? Leia também Os Beatles e a Patafísica, da minha amiga Heidy Hellen Werthmüller.

setembro 10, 2008 at 2:36 pm 3 comentários

Tentando…

Olá! Criei este blog na empolgação e não estou o mantendo atualizado como deveria. Como já disse o objetivo é que eu publique trabalhos e textos meus e tal… mas ultimamente eu tô meio atrapalhado… Preciso ver bem o material que irei colocar por aqui… Sem dizer que comecei de uma maneira tão trágica com uma história tão séria e triste hahuahu
Já que não vou publicar nenhum texto nem nada hoje, vou utlilizar isto aqui meio como um diário virtual, que tal?

Ando meio angustiado, está muito difícil conseguir um estágio e as dívidas estão subindo pelo meu pescoço, estou sem dinheiro pra comprar e fazer coisas que quero. Isto é péssimo =\
Estou me sentindo tão cético ultimamente, me peguei não acreditando no amor. Quando falei isso pra Naiani, minha amigona best, ela disse: “Mas você nem sabe o que é viver isso”. Toma na cara, Victor. Eu me faço de durão, de que nem ligo pra isso e digo que o amor que sinto por meu próprio ser me supre, mas é mentira. Porém, sou muito jovem pra me preocupar com isso.
Mudemos de assunto. Música que me viciei essa semana:


Someone Still Loves You Boris Yeltsin – Think I Wanna Die

Não consigo parar de ouvir ^^

Bom, pra quem não sabe eu tenho uma banda indie Pop-Electro-Indie-Tudo auuhauha

www.myspace.com/heyraymusic

No My Space tem apenas uma música, o lançamento do primeiro EP está previsto pra este mês mesmo… e como essa semana andei meio duvidando dos meus sonhos, bastou lembrar de uma das letras que compus (com ajuda do maravilhoso amigo e companheiro de banda CB), pra me lembrar que não devo desanimar. Confiram na integra a letra de um próximo sucesso de Hey, Ray! E é só, abraços a quem teve paciência de ler isso xD

Dance With My Life
By Vick & CB

Wake up!
It’s not the time

To sleep

Life passes by

The dreams
Are all yours
You have
All the force

I don’t know what to do
When dreams don’t come true
I don’t know what to do
When dreams don’t come true

I just see all the chances
That I had, they fade away
But I get from your smile
The strength to start again
I know I had to restart
All the times that I fell to the floor
And I’ll give all my best
So I won’t fall anymore

I don’t know what to do
When dreams don’t come true
I don’t know what to do
When dreams don’t come true

I will dance with my life
That glory will be mine
I will get through that war
Tomorrow I’ll be on the top
I will dance with my life
And I’ll fill up my time
I will dance by your side
You will always be mine

So tell me what to do
When dreams don’t come true
So tell me what to do
When dreams don’t come true

Now I know what to do
When dreams they do come true
Now I know what to do
When dreams they do come true

And now I just wake up and see that it’s my time
The dreams are mine I have to realize

setembro 4, 2008 at 1:23 pm 2 comentários

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