Paixões humanas: não por acaso histórias sem fim…

setembro 12, 2008 at 1:51 pm Deixe um comentário

“As paixões humanas são misteriosas, e as das crianças não o são menos que as dos adultos. As pessoas que as experimentaram não as sabem explicar, as que nunca as viveram não as podem compreender. Há pessoas que arriscam a vida para atingir o cume de uma montanha. Ninguém é capaz de explicar por quê, nem mesmo elas. Outras arruínam-se para conquistar o coração de uma determinada pessoa que nem quer saber delas. Outras, ainda, destroem-se a si mesmas porque não são capazes de resistir aos prazeres da mesa – ou da garrafa. Outras há que arriscam tudo o que possuem num jogo de azar, ou sacrificam tudo a uma idéia fixa que nunca se pode realizar. Algumas pensam que só podem ser felizes em outro lugar que não naquele onde estão e vagueiam pelo mundo toda a vida. Há ainda as que não descansam enquanto não conquistam o poder. Em suma, as paixões são tão diferentes quanto são as pessoas.”

Trecho de A História sem Fim, de Michael Ende

Este texto me fez lembrar de ontem.
Conheci um homem cuja paixão é o cinema e que em uma época na qual o cinema nacional era praticamente inexistente, ele conseguiu ingressar em um mercado que renascia das cinzas, conseguiu trabalhar com cinema, mesmo que começando em projetos pessoais de pequeno porte como curta metragem, conseguiu galgar cada degrau e ano passado lançar o seu primeiro longa “Não Por Acaso”, com elenco global (hojeédiademaria cof cof), como Rodrigo Santoro e Letícia Sabatela (linda e de atuação perfeita), mas também com atores mais desconhecidos (mas um deles agora entrou pra novela das oito).
O roteiro é bom, simples, mas às vezes meio parado por ser um drama. A resolução dos problemas é boa e o filme tem cenas marcantes, como uma em que um dos protagonistas que trabalha com monitoria de faróis na cidade de São Paulo pára o trânsito para não deixar que sua filha embarque para um intercâmbio no exterior e acabe o deixando sozinho.
O filme é bom, mas em alguns personagens não consegui compreender bem os sentimentos… Principalmente o do Rodrigo Santoro, que a noiva morre e ele a substitui em poucos dias por outra. Sei lá, achei isso raso,  mas beleza (para mim ele pensou com a cabeça de baixo, prontofalei).
Mas é bem diferente quando você vê a um filme e logo depois vê o seu diretor (Philippe Barcinski), debatendo sobre ele e justificando, falando de todas as dificuldades. É bem motivador, embora a área que eu queira seguir não é a de cinema.

Hoje não estou afim de fazer um post interminável. Então vou parar por aqui. 
Bom, pensando um pouco na consciência sócio ambiental e no caos urbano, o clipe da semana é o novo do Portshead, The Rip. Assistam, um ótimo clipe de animação e a banda é muito boa.

Até a próxima ; D

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Entry filed under: cinema, Literatura, Música.

Patafísica: uma história sem fim… Post Manual

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